Muitas mulheres têm o vício de roer as unhas e andam sempre com elas uma lástima.
Outras não roem as unhas, mas andam com elas muito mal tratadas.
Ainda há aquelas que tratam das unhas, mas não as pintam.
Também há as do género de pintar as unhas, mas só com verniz transparente e/ou cores claras e discretas.
Muitas pintam as unhas somente com verniz transparente ou cores claras porque quando tentam outras cores sai sempre uma grande borrada e não têm paciência (desistem simplesmente!).
Existem aquelas que usam vernizes coloridos, mas só dentro de determinadas tonalidades-chave.
Outras atrevem-se a usar cores fortes e nas mais diversas tonalidades.
E vocês, que mulheres são?
Eu cá enquadro-me em todas as mulheres que aqui foram mencionadas. Já fui e sou todas elas. Estas sou eu!
São fases e eu funciono por fases.
No ano passado, por exemplo, nos 365 dias que passaram por mim, nenhuma das minhas unhas, desde as dos pés às das mãos, viram pinga de verniz.
Este princípio de ano, em compensação, tem sido uma festa de cores.
Será que há aqui algum traço de histeria, à semelhante de Pessoa e os heterónimos? É que facilmente vou do 8 ao 80 e volto ao 8.
Bem, mas o que seria da vida feminina sem as chamadas futilidades? Um tédio, a bem dizer!
E esta futilidade de pintar as unhas pode bem ser um exercício capaz de levar uma mulher à beira de um ataque de nervos. Vocês que o digam!
Sim, porque esta aventura de pintar as unhas com rigor, precisão e sem borrar é talvez dos exercícios mais complexos, e exigentes, já que pressupõe muita auto-disciplina, concentração e muita, muita paciência.
Ora, para facilitar esta tarefa arranjei um truque muito simples. É até provável que muitas de vocês já o usem...
1) Depois de aplicar o verniz base em todas as unhas para as proteger, começo por pintar as unhas da mão esquerda, primeiro a unha do dedo indicador, depois o dedo médio, anelar e por fim o dedo mínimo.
2) Passo para a outra mãe e repito a operação da mesma forma.
3) De seguida, dou a segunda de mão para uniformizar o verniz e dar um acabamento totalmente opaco.
4) E deixo sempre os dois polegares para o fim.
Aqui só aparece um polegar, porque com a outra mão estava a tirar a foto
Mas qual é a ideia de deixar os polegares para o fim?
É que enquanto pinto cada unha, com a ajuda do polegar da outra mão vou retirando o excesso de tinta que possa ter saído dos limites.
A unha é a ferramenta ideal para tirar os excessos, mais do que um cotonete ou um palito, ou o que quer que seja...
Com a unha do polegar desenho na perfeição o contorno das unhas que estão a ser pintadas e elas ficam certinhas e sem enganos (não há ferramenta de manicure mais ergonómica que esta).
A tinta que fica na extremidade da unha do polegar, mesmo na pontinha, limpo num disco seco de algodão que tenho ao lado, pousado sobre o tampo da mesa (é a unha do polegar que vai ao algodão e não o contrário). Só no fim de tudo, pinto os polegares. E aí sim, aplico a minha máxima destreza e precisão. No caso de falhar, salvo a honra do convento com um palito ou contonete (lá tem de ser!).
5) Finalmente aplico o verniz secante e hidratante de cutículas e já está!
Desde que adotei esta estratégia dos polegares-ajudantes que a tarefa de pintar as unhas virou mesmo uma diversão e pintar as unhas deixou de ser uma chatice e, sobretudo, um grande borrão. E para ter uma nova cor de unhas nas mãos leva apenas uns escassos minutos.
Também uso a mesma técnica para empurrar as cutículas. Faço-o normalmente de 8 em 8 dias e aproveito uma saída de banho (assim escuso de estar com as mãozinhas de molho). A tarefa de arranjar as unhas torna-se então muito, muito fácil porque é só preciso dar um jeitinho a seguir com o alicate para tirar os excessos de peles e cutículas.
Beijinhos e boa semana.